15 anos de carreira, três
Grammys, sete prêmios
Dove Awards, paradas da
Billboard e 12 milhões de Cds vendidos pelo mundo.

An? Não conhece?
Pois o nome dele é Kirk Franklin, um dos nomes mais fortes da música gospel contemporânea mundial. Isso mesmo, gospel. Mas, calma, você não se enganou pela aparência. Kirk é sim cantor de Hip Hop. Hip Hop, R&B, rock moderno, jazz, pop, gospel. Kirk queria fazer um som que mesclasse os estilos que ele ouvia aos arranjos gospels tradicionais. E são essas múltiplas influências que o tornam cérebre e dono de um som próprio e que ultrapassa as barreiras de raça, gênero, classe ou denominação.
"Sou de uma geração que está cansada de ficar quieta. Me recuso a permanecer por detrás das paredes da religião, busco a verdade, aquela que somente se encontra
em Deus e não nas opiniões dos homens. Livre-se dos estereótipos de cor, idade,
denominação ou passado: se você acredita em Jesus Cristo e que há um só Deus, e
se a verdade cala fundo em você, grite, adore, aplauda e dance comigo." KirkFranklin
E ele dança, pula, grita! Nada daqueles louvores mornos e posturas recatadas. Lembra daqueles filmes americanos de sessão da tarde, retratando os corais potentes e dançantes das igrejas protestantes? Pois a música de Kirk tem muito disso.
Dê uma olhada em "Hosanna", do disco The Rebirth of Kirk Franklin:
Notou a semelhança? Nessa música,
dona de um arranjo fantástico, as vozes são encadeadas perfeitamente. É uma das
'top' dos corais, cristãos ou não, principalmente em épocas natalinas. E a
energia do maestro? Arrasa!
Outro ótimo exemplo é "He reigns", medley entre God de Rich Mullins e He reigns, do próprio Kirk Franklin. A música é uma quebradeira de funk com frases de salsa, e a apresentação performática do maestro é bastante alegre. Veja o Vídeo:
Criado por uma tia distante, o multiartista aprendeu desde cedo os valores cristãos e foi dentro da Igreja Batista Mount Saint Rose que teve seu interesse musical aflorado. Aos 4 anos, começou a tocar piano, e, aos 11, já era Ministro de Música de sua igreja, regendo o coral adulto e arranjando músicas.
Em 1992, Kirk quis realizar seu sonho de projetar uma nova sonoridade à música gospel americana. Rrecrutou então músicos e coristas talentosos e formou o grupo The Family, que neste mesmo ano lançou com ele seu primeiro álbum: Kirk Franklin & The Family. Gravado ao vivo, o disco inovava mesclando R&B, rock, hip-hop, pop, jazz e gospel tradicional. Sucesso! Ficou 100 semanas no Top gospel da revista Billboard e foi o primeiro álbum do gênero a vender mais de 1 milhão de cópias.

Em seu segundo álbum, K. Franklin Christmas in Family (1995), de músicas natalinas, 500 mil cópias vendidas em 4 semanas.
No terceiro, Watcha Lookin’ 4 (1996), disco de platina por mais de 1 milhão de cópias e nada mais nada menos do que o Grammy Awards pelo Melhor álbum de música contemporânea Gospel, além de outros títulos como Stellar Awards, e NAACCP Image Awards.
Depois veio o God's Property, e com ele o Grammy Award 1998 por Melhor Álbum Evangelho por um coro. A faixa “Stomp”, foi nomeado para o Grammy de Melhor Performance R&B por Grupo com Vocal R & B e Melhor Canção.
Para não quebrar o clima, o álbum Nu Nation Project (1998) faturou disco duplo de platina, ultrapassando a faixa de 2 milhões de cópias vendidas. Também ganhou o Grammy Award de Melhor Álbum Evangelhico de Soul Contemporâneo e foi nomeado para Melhor Álbum Projetado. Este disco contou com a participação de Bono Vox, vocalista da banda U2, na faixa "Lean on me" (linda, mas super We Are the World =P), nomeada para o Grammy de 1999 como Música do ano, Melhor performance R&B por um Duo ou Grupo com Vocal R&B e Melhor canção.
Lean On me, com Bono Vox, Crystal Lewis, R. Kelly e Mary J. Blige :
Em The Rebirth of Kirk Franklin (2002), Kirk mesclou gravações em estúdio e ao vivo, que o consagraram como sendo uma referência importante no cenário da black music mundial. no melhor estilo da música hip hop contemporânea. O álbum, que traz participações especiais de Crystal Lewis e Alvin Slaughter, esteve em quarto lugar nos Estados Unidos e só na primeira semana vendeu 91 mil cópias.
Desse álbum, minha preferida é "Brighter day", groove de primeira e com deliciosa brincadeira do vocal com o refrão no final da música:
Brighter day
Kirk Frank é um artista que não deixa nada a desejar a outros nomes da Black Music, e ainda traz a fé, a sensibilidade e a entrega na música.
“Isto não é um show. Esta é a verdade, e isso
que eu quero expressar a vocês”.
K.F