"você sabe o que é ter um amor, meu senhor
Ter loucura por uma mulher
E depois encontrar esse amor, meu senhor
Ter loucura por uma mulher
E depois encontrar esse amor, meu senhor
Nos braços de um tipo qualquer"
Nervos de aço
As palavras acima são de Lupicínio Rodrigues, compositor, boêmio e poeta que cantou o amor como ninguém. Aquele amor com gosto de tristeza, saudade, mágoa - sensações que irremediavelmente todos passam na vida. Para Lupicínio, cada desilusão amorosa era um novo sucesso. "Nervos de aço" (mais tarde gravada por várias cantores, inclusive o sertanejo Leonardo), por exemplo, ele fez pensando na ex-noiva, seu primeiro amor e primeira decepção.
No vídeo, o próprio Lupicínio. Emociona.
Apesar de "Nervos de aço" ter inaugurado o período do samba-canção no Brasil, foi com "Vingança" que o compositor se popularizou.
"Vingança foi o caso de uma moça com quem vivi durante cinco anos e depois se apaixonou por um rapaz que trabalhava comigo. [...] Essa música deu até suicídio: uma moça ligou a vitrola e o gás, ao mesmo tempo." Lupicínio Rodrigues.
É uma letra de impacto, sobre um orgulho ferido e a satisfação alcançada no sofrimento do outro:
"Vingança foi o caso de uma moça com quem vivi durante cinco anos e depois se apaixonou por um rapaz que trabalhava comigo. [...] Essa música deu até suicídio: uma moça ligou a vitrola e o gás, ao mesmo tempo." Lupicínio Rodrigues.
É uma letra de impacto, sobre um orgulho ferido e a satisfação alcançada no sofrimento do outro:
"Eu gostei tanto, Tanto quando me contaram
Que lhe encontraram Bebendo e chorando
Na mesa de um bar [...]
Ela há de rolar como as pedras Que rolam na estrada
Sem ter nunca um cantinho de seu
Pra poder descansar"
Em "Cadeira Vazia", essa gana pelo 'troco'(delícia, por sinal) aparece novamente:
"Voltaste, estás bem, estou contente
Mas me encontraste muito diferente
Vou te falar de todo coração
Eu não te darei carinho nem afeto
Mas pra te abrigar podes ocupar meu teto
Pra te alimentar, podes comer meu pão"
Mas me encontraste muito diferente
Vou te falar de todo coração
Eu não te darei carinho nem afeto
Mas pra te abrigar podes ocupar meu teto
Pra te alimentar, podes comer meu pão"
Elis Regina - "Cadeira Vazia"
Essa música é "O" Poder! Mas ainda acho que a mais linda letra de dor de cotovelo ele escreveu em 1957. Ela é simples e certeira. Sem medo, meios termos ou sentimentos obscuros:
"Volta! Vem viver outra vez ao meu lado
Não consigo dormir sem teu braço
Pois meu corpo está acostumado"
No vídeo, versão linda de Fábio Júnior para a música, "Volta".
Outra versão que vale a pena, é a de Francine Rocha, cantora de primeira grandeza descoberta no programa do Raul Gil. Francine tem tudo para ser uma grande diva da nossa música.
Espero e confio. Confira:
Se gostou da voz de veludo, veja também sua versão para "Nervos de Aço":
"...eu só sei é que quando a vejo
Me dá um desejo
de morte ou de dor"
5 comentários:
Só faltou o Damien Rice nessa sessão dor-de-cotovelo!
Ando descobrindo umas coisas novas nesse estilo, pode deixar que depois te passo...rsrs
Gentee...dor de cotovelo msmOo!!Rs
Mas gostei do post! ;)
Pura poesia =).
;*
mau acostumado...
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